segunda-feira, 25 de maio de 2015

Chimarrão

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     O chimarrão é uma bebida típica dos habitantes do sul do Brasil, principalmente os gaúchos do Estado do Rio Grande do Sul. Faz parte dos costumes e da cultura sulista. O chimarrão é servido com água quente em uma cuia, que é um recipiente feito de porongo, com a erva mate dentro. É chupado com a bomba, que é algo parecido com um canudo de metal. Difícil de explicar, mas pode ser visto na foto.
 
     Também chamado de mate, é uma bebida compartilhada, normalmente não se toma sozinho, mas em pequenos grupos. Por isso que se fala em roda de chimarrão. Uma das pessoas serve o chimarrão, isto é, coloca a água quente na cuia e vai passando de um em um. Sim, as pessoas colocam a boca na mesma bomba.
 
     Os gaúchos mais conservadores têm regras para tomar o chimarrão. Para eles, há um lado certo para o mate ser passado na roda, que é no sentido da mão direita de quem serve. A regra mais importante é tomar o mate até o fim, não pode deixar água no fundo da cuia. Por isso, deve chupar a bomba até ouvir um barulho, ou seja, até o mate "roncar". Também é importante não demorar muito com o chimarrão na mão, pois outros querem tomar. Quando a pessoa fica conversando e segurando o mate por muito tempo, dizem para ela "largar o microfone".
 
     O mais importante do costume do chimarrão é que ele aproxima as pessoas, que conversam enquanto vão passando a cuia de mão em mão.
 
 


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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Outono no sul do Brasil


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     Os estrangeiros costumam imaginar que o Brasil é um país tropical, com sol o ano inteiro, onde existe apenas o clima quente. Não é somente a temperatura que faz parte do estereótipo do país. Também se pensa que todos os brasileiros adoram carnaval, futebol e até mesmo vivem em florestas. As redes sociais têm contribuído para desfazer um pouco essa imagem pré-concebida, mas que ainda é muito forte.

     O Brasil é um país de dimensões continentais. Isso significa que existem muitas diferenças entre as regiões norte, sul, sudeste, nordeste e centro-oeste. Essas diferenças não se resumem apenas ao clima, mas também à economia, ao emprego, aos costumes, às religiões, entre outras características. Uma das razões para tantas diferenças está relacionada às origens dos colonizadores do Brasil. Há localidades onde predominou a colonização portuguesa. Em outras, a colonização africana, a espanhola, a italiana, a alemã, e assim por diante. Os colonizadores trouxeram seus costumes e cultura ao Brasil e a mistura de tantos povos definiu as características em cada local.

     Quanto ao clima, que é o principal assunto deste texto, podem ser citados alguns exemplos que mostram as diferenças regionais. No norte do país, sempre faz muito calor e as chuvas são frequentes o ano inteiro. Já no centro-oeste, onde está localizada Brasília, a capital do Brasil, existem duas estações anuais, o inverno seco, com temperaturas mais amenas e ausência total de chuvas, e o verão úmido, com temperaturas mais quentes e chuvas diárias.

     No sul do país, onde eu vivo, o clima é temperado, semelhante aos países do hemisfério norte que estão localizados próximo ao Trópico de Câncer. Aqui há quatro estações bem definidas: verão, outono, inverno e primavera. No verão, os dias quentes chegam a registrar temperaturas próximas aos 40 graus Celsius. Enquanto isso, no inverno, as temperaturas podem ser negativas, principalmente em áreas de maior altitude, como nas cidades de Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. Mas isso não significa que no inverno faça sempre frio, ou no verão sempre faça calor. Às vezes, a temperatura muda bruscamente, causando fortes ondas de calor em pleno inverno, ou frio no verão. Essas variações são causadas, em parte, pelo aumento da temperatura do planeta, devido aos danos ao meio ambiente.

     Hoje, 11 de maio de 2015, é outono no sul do Brasil. A temperatura está mais fria e o dia está um pouco chuvoso.

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sábado, 9 de maio de 2015

Festas de aniversário

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     Antigamente, o aniversário das crianças era comemorado em casa ou na escola. Às vezes havia duas festas, uma em casa, com a família e os amigos mais próximos, e outra festa na escola, com os colegas.

     No entanto, de uns anos para cá, as festas se tornaram verdadeiros eventos realizados em salões de festas alugados ou em casas comerciais especializadas em aniversários. Antes, tais festas ocorriam apenas em datas marcantes, como os 15 anos de uma filha. Hoje em dia, até crianças de colo recebem festas caríssimas, impessoais, e muitas vezes elas nem entendem o que está acontecendo.

     Nas festas grandiosas, há cama elástica, jogos eletrônicos, parquinho de diversões e mil outras distrações para as crianças. Para os pais dos pequenos convidados é um alívio, pois se esquecem dos filhos por algumas horas, sob os cuidados de recreacionistas.

     Mas não é todo pai e mãe que consegue pagar uma festa desse tipo. E os filhos ficam bem decepcionados quando não ganham a festa, vendo os coleguinhas comemorarem seus aniversários com grandes eventos.

     Os familiares, principalmente os mais velhos, também não ficam à vontade nessas festas grandes, pois mal conseguem conversar com os pais do aniversariante, muito menos com a criança dona da festa.

     A boa notícia é que existe uma tendência de simplificação dessas festas. Muitos pais, mesmo tendo condições financeiras de pagar uma grande festa, têm optado por comemorar o aniversário dos filhos em casa, convidando apenas os parentes e amigos mais próximos. Assim, além de reforçar os laços familiares e amizades, dão exemplo de simplicidade e economia aos filhos. Deixam as grandes comemorações para a formatura na faculdade, o casamento, enfim, datas mais significativas.

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A gatinha sortuda

     Ouça aqui a história.
 
     Numa noite de Natal, a família ouviu o latido forte de três cães que ficavam no pátio em frente à casa. A mãe e a irmã resolveram ver o que era. Então descobriram que os cães estavam atacando um gato que havia entrado no pátio.

     Depois de muito esforço, elas conseguiram salvar o gato, muito assustado e arisco. Ele estava todo machucado. Pelo tamanho, devia ter no máximo dois meses de vida, era um filhote.

     O gatinho passou a noite na garagem da casa. Parecia que tinha sofrido um grave machucado nas patas, pois não conseguia caminhar. Quando amanheceu, a família chamou um veterinário, que levou o gatinho para o hospital veterinário.

     No dia seguinte, o veterinário entregou o gatinho na casa. Estava medicado, mas a notícia não era boa: ele tinha fraturado as patinhas, com as mordidas dos cães, por isso não conseguia andar. Também havia descoberto que não era um gato, mas sim uma gata.

     A família colocou o nome da gata de Chica, que é o apelido de Francisca, em homenagem a São Francisco de Assis, o protetor dos animais. A irmã mais nova, que já tinha quatro gatos, resolveu adotar a Chica.

     Nos primeiros dias, Chica ficava o tempo toda escondida, quietinha, deitada. Só levantava para comer, beber água e leite, e ir na caixa de areia, sempre se arrastando por causa das fraturas.

     Mas aos poucos, à medida que melhorava, começou a brincar, caminhar, correr... e pular pelos móveis! Virou a dona da casa, aterrorizava os outros gatos, três deles velhinhos. Quem ela mais gostava de atormentar era a Plic, a gata gorda e mal-humorada de seis anos. Nunca mais a Plic teve sossego com a Chica!

     Então a Chica teve um final feliz. Acabou tendo muita sorte, apesar do ataque dos cães, pois foi adotada por uma família que lhe deu muito amor e carinho.


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